sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Motivos porque o Brasil ainda não possui o mesmo padrão de Europa


                  Através do governo Lula, Brasil foi uma das primeiras grandes economías a superar a crise global que assola os países da Europa. O nosso país vem superando paulatinamente a pobreza e melhorando em vários campos dos indicadores sociais.
              Em razão desta onda de melhorias, o país está numa euforia por ter alcançado mais uma posição no ranking das maiores economías, no entanto, enfrenta mazelas típicas de países subdesenvolvidos. A pergunta que muita gente deve está fazendo é o que falta para o Brasil ser um dos 10 melhores países para se viver e não somente uma das 10 maiores economías do mundo? Mesmo sendo considerada a sexta maior economía do mundo, Brasil hoje é entre os 169 países com o 73 melhor lugar para viver.  Cabe a pergunta por que o Brasil não consegue articular desenvolvimento económico e social? Quais os obstáculos ou entraves que o Brasil precisa superar para elevar sua competitividade e ganhar mercado? 
             Dentro do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, o sociológo português Boaventura afirmou que Europa está em declínio.  De certo modo diante da crise perde peso de influência política, económica e militar. Dentro desta conclusão, muitos ficaram eufóricos. Afinal de contas, podemos dizer que Brasil está parecido com Europa? Vejamos alguns países da Europa. Na Noruega, por exemplo, assim como no Brasil, o custo de vida no país é alto, mas os salarios compensam e tudo o que se paga está relacionado à sua renda anual. Podemos mencionar a educação e a saúde, que são calculadas com base nos rendimentos de cada trabalhador, de modo a não pesar no bolso dos mais pobres e manter a igualdade de oportunidades.
              Na Holanda para ter acesso a médicos e hospitais públicos o cidadão precisa ter um plano de saúde cujo valor é calculado com base de renda. Na escola, as crianças aprendem inglês, francés e alemão, além da lingua materna. Além do capital humano rico nos países da Europa, há o alto nível das infraestruturas e dos serviços nestes países, poder planejar o futuro é outra vantagem nos países desenvueltos. Outro fator que pesa muito é a conduta dos políticos desses países, que, de um modo geral é bem diferente da dos políticos brasileiros, que recebem salarios “discretos” e sem auxílio extras. Quanto ao Brasil, o país continua sendo o terceiro com mais desigualdade social no mundo. O nosso país ainda convive com 30 milhões de analfabetismo de analfabetos e analfabetos funcionais. De acordo com a UNESCO a qualidade da educação pública brasileira é baixa, o país apresenta o maior índice de repetência e o segundo maior abandono escolar da América Latina.

     O custo de vida brasileiro representa o dobro que se gasta em qualquer cidade do Reino Unido que não seja Londres. Os restaurantes são caros, o acesso a tecnologia é caro e os produtos importados são caros. Gasta-se muito dinheiro com os médicos, hospitais. Num país europeu, por exemplo, Inglaterra a saúde e a educação pública são de qualidade e gratuitas. Os impostos são ainda altos no Brasil. Na Inglaterra,  a carga tributária é quase a mesma do Brasil. No entanto, os impostos que são pagos, eles sabem que o dinheiro é utilizado para melhorar educação, saúde e etc. Enfim, o Brasil está se tornando uma locomotiva financeira global, mas ainda tem seus entraves a superar. Para ficar parecida como a Europa tem uma agenda cheia a cumprir como combate a corrupção, desigualdade social e priorizar a educação.

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