Através do governo Lula, Brasil foi
uma das primeiras grandes economías a superar a crise global que assola os
países da Europa. O nosso país vem superando paulatinamente a pobreza e
melhorando em vários campos dos indicadores sociais.
Em razão desta onda de melhorias, o
país está numa euforia por ter alcançado mais uma posição no ranking das
maiores economías, no entanto, enfrenta mazelas típicas de países
subdesenvolvidos. A pergunta que muita gente deve está fazendo é o que falta
para o Brasil ser um dos 10 melhores países para se viver e não somente uma das
10 maiores economías do mundo? Mesmo sendo considerada a sexta maior economía do
mundo, Brasil hoje é entre os 169 países com o 73 melhor lugar para viver. Cabe a pergunta por que o Brasil não consegue
articular desenvolvimento económico e social? Quais os obstáculos ou entraves
que o Brasil precisa superar para elevar sua competitividade e ganhar mercado?
Dentro do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, o sociológo português Boaventura
afirmou que Europa está em declínio. De
certo modo diante da crise perde peso de influência política, económica e
militar. Dentro desta conclusão, muitos ficaram eufóricos. Afinal de contas,
podemos dizer que Brasil está parecido com Europa? Vejamos alguns países da
Europa. Na Noruega, por exemplo, assim como no Brasil, o custo de vida no país
é alto, mas os salarios compensam e tudo o que se paga está relacionado à sua
renda anual. Podemos mencionar a educação e a saúde, que são calculadas com
base nos rendimentos de cada trabalhador, de modo a não pesar no bolso dos mais
pobres e manter a igualdade de oportunidades.
Na Holanda para ter acesso a médicos
e hospitais públicos o cidadão precisa ter um plano de saúde cujo valor é
calculado com base de renda. Na escola, as crianças aprendem inglês, francés e
alemão, além da lingua materna. Além do capital humano rico nos países da
Europa, há o alto nível das infraestruturas e dos serviços nestes países, poder
planejar o futuro é outra vantagem nos países desenvueltos. Outro fator que
pesa muito é a conduta dos políticos desses países, que, de um modo geral é bem
diferente da dos políticos brasileiros, que recebem salarios “discretos” e sem
auxílio extras. Quanto ao Brasil, o país continua sendo o terceiro com mais
desigualdade social no mundo. O nosso país ainda convive com 30 milhões de
analfabetismo de analfabetos e analfabetos funcionais. De acordo com a UNESCO a
qualidade da educação pública brasileira é baixa, o país apresenta o maior
índice de repetência e o segundo maior abandono escolar da América Latina.
O custo de vida brasileiro representa o dobro que se
gasta em qualquer cidade do Reino Unido que não seja Londres. Os restaurantes
são caros, o acesso a tecnologia é caro e os produtos importados são caros. Gasta-se
muito dinheiro com os médicos, hospitais. Num país europeu, por exemplo, Inglaterra
a saúde e a educação pública são de qualidade e gratuitas. Os impostos são
ainda altos no Brasil. Na Inglaterra, a
carga tributária é quase a mesma do Brasil. No entanto, os impostos que são
pagos, eles sabem que o dinheiro é utilizado para melhorar educação, saúde e
etc. Enfim, o Brasil está se tornando uma locomotiva financeira global, mas
ainda tem seus entraves a superar. Para ficar parecida como a Europa tem uma
agenda cheia a cumprir como combate a corrupção, desigualdade social e
priorizar a educação.
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