A principal bandeira do jornalismo é a verdade. O apoio da imprensa a candidato é uma decisao legítima de qualquer meio de comunicaçao. O respaldo da imprensa a um candidato nao compromete a independência se a publicidade, a redaçao e o editorial nao mesclarem. Dito isto, a apariência da imparcialidade que muitos meios de comunicaçao de jornais conservadores do centro do país fraudam a inteligência do leitor e este blog nao furtará de explicar os motivos que apóia candidato para presidente e do Rio Grande do Sul que concorrem dia 03 de outubro.
Para presidência, Dilma Roussef, do PT, pela gestao que o partido fez nestes oito anos personificado na figura de Lula. Uma gestao que conseguiu sacar 20 milhoes da pobreza que significa um pouco mais de 10% dos brasileiros. Uma gestao onde o Estado se fez presente para o mais necessitado através da Bolsa Família. Uma gestao que promoveu a mobilidade social com o ascenso da pobreza a classe média. Uma gestao que conseguiu trazer dois eventos esportivos de tamanha magnitude para o Brasil que é a Copa do Mundo e a Olimpíada que trará grandes investimentos tao necessárias para o país, atraindomais turistas e dando uma grande visibilidade ao mundo. Uma gestao que a política externa brasileira foi protagonista onde é um dos principais atores na mesa de negociaçao. A oposiçao hoje está sem alternativas e até frusta aquele eleitor de uma parte da classe média que nao gosta do programa Bolsa Família que promove a reduçao da desigualdade social, pois Serra dentro de um travetismo político diz uma coisa e faz outro bem diferente. Ontem, era contra Bolsa Família, hoje por interesses eleitorais é a favor. A direita deve tocar no assunto já batido do mensalao colando como se fosse o maior escandâlo da democracia. Mas, o eleitor nao esquece que sucedeu na era Collor que teve até impeachment, portanto, ainda hoje eles estao no posto mais alto do escandâlo já vivido neste país. Ainda vao falar do passado que faz parte da história brasileira onde a esquerda estava combatendo a ditadura com liberdades cerceadas, manipulaçao no Congresso, tortura e perseguiçao até de pessoas inocentes, onde Dilma lutou para um país melhor que onde hoje estamos respirando que é a democracia. Ser guerrilheiro nao é nenhum insulto e sim faz parte da página da história brasileira. Brasil tem muito que fazer, pois os problemas brasileiros nao sao recentes, sao estruturais que a própria sociedade européia reconhece os avanços da política econômica e social do PT na presidência. Muito se fala do MST, mas poucos conhecem que este movimento é importante para pressionar o Estado na reforma agrária. Serra desrespeita a vc, eleitor, quando diz que o Movimento realiza invasoes de terra. O campo da direita se aproveita das poucas informaçoes que existe sobre este movimento rural, pois o MST ocupa terras improdutivas e isto é endossado através do Poder Judiciário onde já deu 88% de casos favoráveis ao Movimento e legitimando a terra para aqueles que precisam. Se nao existisse o MST realizando pressoes, mais pobres estariam engrossando as favelas do Brasil. Este tipo de postura de Serra buscando um copo sempre meio vazio, talvez, seja uma questao de temperamento ou quem sabe de maldade com o objetivo de assustar os demais como sucedeu tempos atrás se o Lula fosse eleito, 800 mil empresários saíriam do país ou que nao saberia administrar um carrinho de pipoca.
No Rio Grande do Sul, candidato Tarso Genro é o que tem a capacidade de mudar o modelo produtivo no Estado e fomentar a retomada do protagonismo no cenário nacional. Já provou a sua capacidade como prefeito, no cenário nacional como Ministro e agora vai para um novo desafio que é se eleger e governar o Rio Grande do Sul. Se é eleito, o Rio Grande terá um político de alto gabarito que há muito estamos carentes. Governando, conseguirá superar os desafios que atravessa o Rio Grande e com isto, quem sabe, mais um filho de Sao Borja esteja regressando para a presidência, mas isto é um outro capítulo a ser contado.
Ale..Parabéns por este artigo, ficou muito bom!! Está claro, oportuno e bem posicionado.
ResponderExcluirÉ surpreendente como consegues em poucas palavras relatar fatos tão significativos..
Ivana Werner
Ivana,
ResponderExcluirConcordo e discordo!
Voce tem toda a razão na leitura do grande processo de banalização que os tempos tem-nos imposto.
Mas é da natureza humana ser esse animal da floresta e ao mesmo tempo, ser tambem um animal urbano envolvido no simbólico das relações que caracterizam os tempos.
A angustia do conhecimento é opressora, de fato, mas se analizamos os tempos idos, com conflitos mundias, endemias e uma espectativa de vida muitas vezes inferior à de hoje, podemos ter um comparativo e, certamente, houve mundaças para melhor, tambem.
A comunicação global; as redes sociais e os canais de comunicação colocaram novas opçoes de encontro entre as pessoas de todos os cantos do planeta. E é claro que isso traz em seu bojo, coisas boas e coisas más. Mas prefiro pensar na imensa capacidade de construção que essa nova possibilidade nos apresenta.
Logo, prefiro pensar como o Filosofo da informação, o Tunisiano, Pierre Levy, que estamos num momento crucial da historia da humanidade: e que a somatoria das inteligencias se "encontrando", mesmo que virtualmente, tem um poder quantico de transformação da realidade.
Eu, continuo gostando do encontro fisico mas tenho que reconhecer que hoje consigo manter uma interação essencial com pessoas as quais jamais pensei em conhecer e outras tantas que conheci e que de alguma forma perderia na distancia e na correria do dia a dia.
Os dias estão mais longos e o tempo mais curto mas, ainda assim,tenho mais fé na humanidade hoje do que teria há decadas passadas quando as verdades e a realidade era "amacida" pela ignorancia e pelo desconhecimento.
Ainda. e cada vez mais, acredito na máxima de que o ato da criação tras em sí mesmo o germe da destruição e, como voce bem disse, para mudar a realidade indesejada, temos que desconstruir para podermos construir algo melhor. Isso somente é possivel a partir do conehcimento e da verdade que se expõe em nossas caras sem piedade. Assim, a dor é parte da "massa" que permite edificar e compartilhar novas possibilidades a partir de uma inteligencia coletiva que jamais experimentamos e que ainda não sabemos ao certo manejar.