terça-feira, 6 de julho de 2010

Crueldade faz parte dos seres vivos

Blog Alex Cruz entra na área cultural entrevistando um escritor gaúcho que escreve a sua segunda obra com grande sensibilidade no campo laboral vinculado com temas humanos e que infelizmente  muitas vezes está no nosso dia a dia como exploraçao, enganos, a falta de amor e de sensibilidade com outro. O nome da obra é Contos da Mais Valia  & Outras Taxas. Primeira obra foi: Quem tem medo do Tio Sam? Esta obra, fruto da sua experiência nos Estados Unidos. O nome deste escritor que está se impondo no cenário do Rio Grande do Sul e certamente a nível nacional se chama Paulo Tedesco, que nasceu em Caxias do Sul - Brasil que será meu entrevistado.
                                       Escritor Paulo Tedesco numa das suas oficinas do livro

P - Parabéns, Paulo Tedesco, realmente é um livro fantástico Contos da Mais-Valia & Outras Taxas. Lembra um pouco o escritor português José Saramago, nao digo o estilo e sim uma mensagem de inconformismo de tudo que está aí.


R - Agradeço pela aproximação com o Saramago, ele sim é e sempre foi um exemplo de questionamento do que aí está. Eu começo minha carreira literária buscando esse outro olhar, um olhar de claro desconforto, num esforço último de apontar as incongruências que tão vivamente nos afetam.


P - Há defensores que querem abolir a corrida de touros. Depois de ler o teu livro onde exibe as mazelas humanas no campo laboral, tao brutal, tao sanguinário, cabe a pergunta até onde vai a crueldade humana?

R - Crueldade humana? A crueldade faz parte dos seres vivos, não há como separar. Mas o que deve ser entendido é que a crueldade numa sociedade civilizada deve ser entendida como inadmissível, essa crueldade do atraso, da barbárie, é que nos joga constantemente para trás. Para mim, estamos ainda nos estertores da idade média, os valores cruéis da idade média prevalecem a seu modo nos dias de hoje. Temos que superá-los fazendo revoluções e contando histórias, para que essas nos ajudem a entender com clareza esse período das sombras estranhas, passados 500 anos da chamada idade das trevas.

P - Saiu uma enquete que a percepçao de, nós, latinos, em relaçao a si mesmo e aos demais está melhor que últimos cinco anos. Se vê com otimismo. Mas, ainda existe o tal de poder mágico do trabalho fácil conjugado com dinheiro fácil como tenta passar o personagem Superlimps?

R - Olha, a magia no Superlimps, para mim, estava justamente no despertar silencioso do personagem para a magia escura que lhe impingiam, a qual ele soube se livrar. Agora, essa auto-percepção positiva, para mim vem do fim do padrão machista, anglo-saxão e branco de beleza e vida, isso sim pode ser apontado como um determinante. Há luzes nos tempos das estranhas trevas!!!

P - Falta aí quase uma semana para acabar a Copa do Mundo. No anos setenta nao existia intelectual que se atrevesse a confessar públicamente que gostara de futebol. Era uma espécie de ópio do povo. Atualmente, dentro do teu ponto de vista, mudou esta percepçao?

R - Futebol virou planetário e, como toda a atividade humana, sempre teve dois viéses. Um, de gerador de oportunidades e consequentemente riquezas (que podem ser materiais ou imateriais) e, outro, de socializador (tudo aquilo que não for socializador na raça humana tende a extinguir-se). O futebol foi e é utilizado como instrumento político, isso é natural, portanto, quando de seu mal uso, e assim o foi durante as ditaduras e repressões que a guerra-fria promoveu, precisava sim ser criticado, hoje, porém vivemos num cenário completamente diferente, e o esporte tem cumprido um grande papel nessa etapa da humanidade, o de socializador. Portanto, para mim, sim, o futebol merece atenção.

P - Paulo, tenho uma sensaçao que está revolucionando o mundo literário. Como surgiu a oficina do livro?

R - Isso é um assunto que me empolga. O mundo editorial está convulsionado e os principais atores de um mercado gigantesco estão claramente em crise. Chamo de derretimento do segmento literário-editorial. Mas não só por conta da tecnologia, seria demais colocar na conta do que já existe algo tão forte. O mercado está mudando também e por conta da entrada de novas línguas, nações, classes sociais no mundo do consumo da cultura, aí sim, se associarmos às mudanças tecnológicas, podemos dizer que estamos de fato vendo o mercado daquela meia-dúzia de donos da informação evaporar. A Oficina do Livro vem justamente para falar sobre isso, sobre essa mudança nos padrões de contato com o conteúdo espraiado pelo planeta. O escritor está hoje para a cultura mundial como o cientista para as conquistas tecnológicas e sociais, são geradores de conteúdo rico e poderoso.

P - Cabe uma última pergunta: com a entrada do livro digital se perderá a cadeia de livros que sao editores, autores, distribuidores, livrarias, gráfica assim que se tornar um consumo de massa?

R - Um pouco dessa resposta está na questão anterior, como falei, o assunto me empolga. Mas, nada se perde, tudo se transforma. Teremos novos atores e novos consumidores, novos leitores e quiçás mais exigentes, mais resilientes à qualquer texto que cair nas suas mãos. Creio que estamos começando a adentrar num momento em que, depois da avalanche da produção escrita e audio-visual, a sociedade buscará a qualidade, cabe ao escritor e aos demais posicionar-se diante disso.

                     La crueldad es parte de los seres vivos

Blog de Alex Cruz entra en las entrevistas culturales escritor gaucho que escribe su segundo libro con una gran sensibilidad en el trabajo de campo vinculado con seres humanos y que, lamentablemente, a menudo en nuestro día a día como la explotación, el engaño, la falta de amor y sensibilidad con otro. El nombre del libro es Cuentos de Más Valia & Otras Tasas. Primera obra fue: ¿Quién teme al Tío Sam? Este trabajo, fruto de su experiencia en los Estados Unidos. El nombre de este escritor que se está imponiendo en la escena de Rio Grande do Sul y, ciertamente, a nivel nacional llamase Paulo Tedesco,  nació en Caxias do Sul - Brasil, será  ser mi entrevistado.

                                           Escritor Paulo Tedesco en uno de sus talleres del libro


P - Enhorabuena, Paulo Tedesco, realmente es un libro fenomenal: Cuentos de Más Valia &  Otras Tasas. Algo similar a lo escritor portugués José Saramago, no digo el estilo, y si la mensaje de inconformidad de todo lo que está ahí.






R - Gracias por el acercamiento con Saramago, sí lo es y siempre fue un ejemplo de cuestionamiento de lo existente. Comienzo mi carrera literaria buscando esa otra mirada, una mirada de incomodidad por supuesto, en un último esfuerzo para señalar las incongruencias que tan fuertemente nos afectan.





Q - Hay defensores que quieren abolir las corridas de toros. Después de leer su libro que muestra los males humanos en las relaciones laborales, tan brutal, tan sediento de sangre, usted tiene que preguntarse hasta qué punto vá crueldad humana?



R - La crueldad humana? La crueldad es parte de los seres vivos, no hay separación. Pero se debe entender es que la crueldad en una sociedad civilizada debe ser visto como inaceptable, esta crueldad del atraso, la barbarie, es que constantemente arroja atrás. Para mí, todavía estamos en medio de la mediana edad, los valores de la media de edad prevalecen cruel en su propio camino en la actualidad. Tenemos que superar la toma de resoluciones y contar historias, para que estos nos ayudarán a entender claramente este periodo de sombras extrañas, después de 500 años de edad oscura llamada.



P - Una encuesta que salió de la percepción, nosotros, los latinos, en relación a sí mismo y ya los demás es mejor que los últimos cinco años. Es visto con optimismo. Pero aún existe una fuerza mágica, en relación con el trabajo fácil alcanza dinero fácil, esto que trata de pasar el personage Superlimps?



R - Bueno, la magia en Superlimps para mí fue sólo el carácter silencioso de despertar a la magia negra que le habian impuesto, que él sabía cómo deshacerse de ellos. Ahora, que la percepción positiva de sí mismo, para mí es el fin del perfil del machismo, blanco anglosajón y de la belleza y la vida, pero esto puede ser designado como un factor determinante. Hay luces extrañas en los tiempos de la oscuridad!



P - La falta ahí casi una semana para terminar la Copa del Mundo. En los años setenta no hubo ningún intelectual que se atrevió a confesar públicamente que les gustaba el fútbol. Era una especie de opio del pueblo. En la actualidad, dentro de su punto de vista, esta percepción ha cambiado?



R - El fútbol se ha globalizado y, como toda actividad humana, siempre ha tenido dos fallas. Uno, las oportunidades de generación de riqueza y, por tanto (que puede ser tangible o intangible), y otra, la socialización (todo lo que no es la socialización en el género humano tiende a desaparecer). El fútbol fue y es usado como un instrumento político, es natural, por lo tanto, cuando su mal uso, y así fue durante la dictadura y la represión que la Guerra Fría se promueve, pero necesita ser criticado hoy, pero vivimos en un entorno muy diferentes, y el deporte ha logrado un gran papel en esta etapa de la humanidad, de socializar. Así que para mí, sí, el fútbol merece atención.



P - Paulo, tengo la sensación de que está revolucionando el mundo literario. ¿Cómo fue que surgió el taller del libro?



R - Este es un tema que me apasiona. El mundo editorial está convulso y los principales actores en un gigantesco mercado está claramente en crisis. Yo lo llamo la publicación de una serie de sesiones de fusión literaria. Pero no sólo por la tecnología, que pondría demasiado en cuenta de algo que ya existe tan fuerte. El mercado está cambiando y también debido a la entrada de nuevas lenguas, naciones, clases sociales en el mundo de la cultura de consumo, entonces sí, si nos asociamos a los cambios tecnológicos, podemos decir que realmente estamos viendo el mercado que media docena de propietarios de la información se evapore. El libro de taller viene sólo para hablar sobre ello, sobre este cambio en los padrones de contacto con el contenido extenso de todo el planeta. El escritor es hoy en día a la cultura mundial como científico por los logros tecnológicos y sociales, están generando contenido rico y poderoso.



P - Una última pregunta: con la introducción del libro digital se pierde la cadena de libros que son los editores, autores, distribuidores, librerías, gráficas, ya que se conviertirá en un consumo de masas?



R - Una breve respuesta está en la pregunta anterior, como ya he dicho, el tema me excita. Pero nada se pierde, todo cambia. Tendremos nuevos actores y nuevos consumidores, nuevos lectores y tal vez más exigente, más resistentes a cualquier texto que cae en sus manos. Creo que estamos empezando a entrar en un momento, después de la avalancha de producción escrita y audiovisual, la compañía buscará la calidad, es el escritor y el otro para posicionarse antes de eso.









                                      

Um comentário:

  1. Muito legal o blog e a entrevista com o Paulo Tedesco. Já estou seguindo o blog. Aproveito para convidá-lo para conhecer e seguir meu blog, o Morena de Pintas. abs

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