sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Eu só agi de acordo com os tratados internacionais sobre refugiados e direitos humanos"

Enérgico,  seguro, com grande capacidade de análise, Tarso Genro candidato a governador do Estado deseja que Rio Grande do Sul recupere o protagonismo nacional nos grandes temas nacionais. Tarso foi prefeito de Porto Alegre duas vezes e no governo Lula da Silva (uns dos homens mais influente e forte de Lula), foi Ministro de Relaçoes Institucionais,  da Educaçao e da Justiça, pasta que ocupou até 10 de fevereiro de 2010. Na entrevista, confirma sua segurança de si mesmo e sabe as soluçoes para os problemas do Rio Grande do Sul. Tarso Fernando Herz Genro é o meu entrevistado no Blog Alex Cruz. Boa leitura!!!

                                            Candidato Tarso Genro no seu escritório de Porto Alegre

P - Recente pesquisa eleitoral aponta a sua liderança para o governo do Estado com 39% para Tarso Genro, Fogaça 29% e Yeda Crusius com 15%. Uma boa notícia para campanha e tem uma boa margem de crescimento até outubro. Como avalia esta pesquisa eleitoral?

R - Por onde a gente anda observamos que a nossa candidatura tem sido bem recebida. Isso parece que está se refletindo nas pesquisas. Porém, estes levantamentos são retratos de momento e a campanha ainda está começando. Vamos continuar trabalhando para que os gaúchos se convençam de que estamos apresentando a melhor proposta.


P - Rio Grande do Sul cobra a retomada do protagonismo nacional, mas para isto há que realizar os deveres de casa, pois se entende que estao esgotadas o atual modelo econômico gaúcho. O senhor crêe uma necessidade de um cambio de modelo produtivo?


R - É necessário que o Rio Grande do Sul passe a volorizar a sua base produtiva já instalada. As desonerações e incentivos fiscais tem que priorizar as empresas que queiram crescer e investir em tecnologia e sustentabilidade. É claro que não seremos contrários a chegada de empreendimentos de fora do Estado, mas queremos que as empresas se instalem e permaneçam em solo gaúcho, utilizando nossa mão-de-obra e proporcionando o crescimento econômico e a distribuição de renda. Fazendo isso, podemos apresentar nossos projetos e reinvindicações junto ao governo federal. O que faremos! O Rio Grande do Sul precisa recuperar o seu protagonismo nas questões nacionais. Vamos ficar de frente para o Brasil.


P - Uma boa educaçao coloca as pessoas em uma via de aprendizagem ao largo da vida, enquanto o fracasso escolar inicial favorece a polarizaçao social. O Estado têm sofrido ao longo do processo greves, professores mal remunerados e desmotivados nas escolas públicas. Urge um pacto educativo para melhorar a educaçao?


R - O que precisa é de ação. O Estado precisa parar de fechar escolas e desvalorizar o professor. Nós iremos abrir escolas e valorizar os educadores. Fiz isso quando era ministro da Educação do presidente Lula. Além disso, entre os professores e o governador não estará a Brigada Militar para reprimir.
Iremos recuperar o diálogo e instituir uma Comissão Permanente de Negociação entre governo e servidores públicos, movimentos sindicais e associativos do funcionalismo, para tratar de temas vinculados a carreiras, salários, melhoria de condições de trabalho, direitos e metas. Estará vinculada diretamente ao gabinete do governador e ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que iremos criar aqui no Estado. Será um espaço de entendimento, negociação e formulação de propostas. Somos conscientes de que a modernização da gestão pública e do Estado passa pela valorização dos servidores, salários e condições de trabalho, mas também pela busca da eficiência do serviço prestado à população.


P - Uma das grandes preocupaçoes é a ciência e o conhecimento. Estas duas palavras tem sido o motor histórico do progresso humano. O conhecimento gerado de baixo para cima que parte da curiosidade do científico apoiado pela sociedade é uma peça indispensável para o progresso de todos. Crêe que o atual governo do Estado tem incentivado e estimulado a investigaçao, o conhecimento para seguir avançando para termos um Estado mais competitivo?
R - Não. Já o Governo Federal está fazendo isso. O Rio Grande do Sul ficou estagnado nos últimos anos, perdendo tempo com brigas internas. É fundamental que a gente qualifique nossas instituições e fomente este tipo de experiência. Se algum estabelecimento privado apresentar projeto nesse sentido, também poderá receber incentivos.

P - Tarso, creio que será tema de campanha, portanto, entrarei nesta área para elucidarmos, pois até agora que existiu foram notícias de um enfoque negativo que provoca distorsoes. Membro do grupo Proletário Armati per el Comunismo, Cesare Batistti é um tema que provoca muita controvérsia seja com o governo italiano (apenas para contextualizar ao leitor, a Itália fez várias tentativas na época que Battisti estava na França e acabou sendo frustrada a extradiçao pelo governo francês), seja com alguns setores da sociedade brasileira. Inclusive, há versoes e uma delas me parece inverossímil como a primeira dama francesa, Carla Bruni, realizou um pedido para evitar a extradiçao. Até alguns setores do governo brasileiro ficaram divididos. Podes esclarecer nao só os motivos desta polêmica como o argumento que o governo federal defende que nao seja extraditado para Itália?


R - Essa é uma questão que foi ideologizada de má fé pela grande mídia. Então é natural que as pessoas fiquem confusas sobre o assunto. Eu só agi de acordo com os tratados internacionais sobre refugiados e direitos humanos. Isso foi escondido pela maioria da mídia. Inclusive as minhas decisões relacionadas ao caso Battisti foram fundamentadas em decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal sobre o mesmo assunto. O STF já não havia permitido a extradição de quatro ex-brigadistas italianos que tinham se refugiado no Brasil. Não foi dado o devido peso, na divulgação do caso Battisti, a estas decisões anteriores do Supremo. Fui criticado como se tivesse tomado uma decisão inédita, e isso constitui uma fraude informativa. Inédita foi, na verdade, a mudança de decisão do Supremo sobre o tema. Mas o STF manteve, afinal, uma posição de princípio, que é remeter ao presidente da República a solução do caso. Seria muito grave se isso mudasse. E isso foi mantido por cinco votos a quatro. Está nas mãos do presidente a decisão do Battisti. E acho que conseguimos sensibilizar uma parte da imprensa, que também divulgou os nossos pontos de vista. Houve inclusive uma coisa inédita: pela primeira vez, quando um ministro da Justiça sai do governo, houve um manifesto de juristas apontando a sua gestão como uma gestão exemplar. O fato nunca tinha ocorrido. Então eu me sinto satisfeito em relação a isso.



P - Para finalizar, a social democracia apostou pela reforma frente a revoluçao e fez porque adquiriu consciência que através da reforma do capitalismo se pode alinhavar os benefícios do mercado com igualdade e progresso social. Senhor que fez parte do governo Lula, uns dos ministros mais influente do governo, entende que estes oito anos foi uma gestao dentro de uma visao da social democracia? E o PT hoje é um partido social-democrata?

R - O Governo Lula fugiu dos padrões já definidos. Isso revolucionou a política e até mesmo o PT. Hoje temos um novo modelo de socialismo com Democracia que já está servindo de exemplo para outros países.

"Yo sólo actué dentro de la conformidad con los tratados internacionales sobre refugiados y derechos humanos"


Energico, seguro y con gran capacidad para el análisis, el candidato a gobernador Tarso  Genro quiere que el estado de Río Grande do Sul recupere el protagonismo nacional en los grandes temas nacionales. Tarso fue alcalde de Porto Alegre y en dos ocasiones, con el presidente Lula da Silva (uno de los más influyentes y poderosos hombres de Lula), fue ministro de Relaciones Institucionales, Educación y Justicia, la carpeta que ocupó hasta 10 de  febrero de 2010. En la entrevista, confirma su seguridad de si mismo y conoce las soluciones a los problemas de Río Grande do Sul. Tarso Genro Fernando Herz es mi entrevistado  en el blog de Alex Cruz. ¡Buena lectura!


                                 Candidato Tarso Genro en su escritorio político de Porto Alegre


P - Encuestas recientes apuntan  su liderazgo para el gobierno del estado con el 39% para Tarso Genro, Fogaça Yeda Crusius 29% y 15%. Buenas noticias para la campaña y tener un buen margen de crecimiento a octubre. ¿Cómo valora usted esta encuesta?


R - Cuando paseamos encontramos que nuestra solicitud ha sido bien recibido. Parece que se refleja en las encuestas. Sin embargo, estas encuestas son fotos del momento y la campaña ha comenzado. Vamos a seguir trabajando por los gauchos estaren convencidos de que estamos presentando la mejor oferta.


P - Rio Grande do Sul reclama  la reanudación del protagonismo nacional y para esto debemos realizar los deberes de casa, porque se entende que el actual modelo económico gaucho está agotado. Cree el señor que hay una necesidad de un cambio de modelo  productivo?

R - Es necesario que el Río Grande do Sul pase volorizar su base productiva ya instalada. Las exenciones y los incentivos fiscales han de priorizar las empresas que quieren crecer e invertir en tecnología y la sostenibilidad. Por supuesto que no se oponen a nuevos desarrollos fuera del estado, pero queremos que las empresas puedan establecerse y permanecer en el suelo gaucho utilizando nuestros recursos humanos y proporcionar el crecimiento económico y distribución del ingreso. De esta manera, podemos presentar nuestros proyectos y demanda junto con el gobierno federal. ¡Qué vamos a hacer! Rio Grande do Sul debe recuperar su papel del protagonismo en los asuntos nacionales. Estaremos frente a Brasil.

P - Una buena educación permite a las personas un camino de aprendizaje fuera de la vida, mientras que el fracaso escuelar  fomenta la polarización social. El estado ha sufrido al largo del proceso a través de huelgas, los profesores desmotivados y mal pagados en las escuelas públicas. Urge un pacto de educación para mejorar la educación?


R - Lo que necesitamos es acción. El estado debe dejar de cerrar las escuelas y devaluar el profesor. Vamos a destacar la apertura de escuelas y educadores. Lo hice cuando era Ministro de Educación en el Presidente Lula. Por otra parte, entre los docentes y el gobernador no es la Policía Militar para reprimir.
Vamos a recuperar el diálogo y establecer un Comité Permanente de Negociación entre el gobierno y los funcionarios públicos, los movimientos sindicales y las asociaciones de funcionarios, para tratar temas relacionados a las carreras, salarios, mejores condiciones de trabajo, los derechos y objetivos. Se vinculará directamente a la oficina del gobernador y el Consejo de Desarrollo Económico y Social, que vamos a crear aquí en el estado. Un espacio de entendimiento, la negociación y formulación de propuestas. Somos conscientes de que la modernización de la administración pública y la regla es para la mejora de los servidores, los salarios y las condiciones de trabajo, sino también la búsqueda de la eficiencia del servicio a la población.

P - Una de las principales preocupaciones es la ciencia y el conocimiento. Estas dos palabras ha sido la historia del progreso humano. El conocimiento generado de abajo hacia arriba  parte de la curiosidad científica de la sociedad con el apoyo de una parte esencial para el progreso de todos. Cree que el actual gobierno del estado ha fomentado y estimulado la investigación, el conocimiento para seguir avanzando hacia un estado más competitivos?

R - No. Dado que el Gobierno Federal lo está haciendo. Rio Grande do Sul se mantuvo estancado en los últimos años, perdiendo el tiempo con luchas internas. Es vital que califiquemos nuestras instituciones y fomente este tipo de experiencia. Si alguna institución privada presentar propuestas de proyectos en consecuencia, también podrán recibir los incentivos.
P - Tarso, supongo que será tema de campaña, así voy tratar para aclarar, porque hasta ahora no ha habido informes de un enfoque negativo que provoca distorsión. Miembro de la proletaria por Armati El comunismo, Cesare Batistti es un tema que está causando mucha controversia con el gobierno italiano (sólo para contextualizar al lector, Italia ha hecho varios intentos en el momento en que Battisti fue en Francia y fue frustrado por la extradición del gobierno francés), o con algunos sectores de la sociedad brasileña. Incluso hay versiones y uno de ellos parece poco probable que la primera dama francesa, Carla Bruni, presentó una solicitud para evitar la extradición. Incluso algunos sectores del gobierno brasileño se dividieron. Usted no sólo puede aclarar las razones detrás de esta controversia en cuanto al argumento de que el gobierno federal sostiene que no sea extraditado a Italia?


R - Este es un tema ideológico que fue de mala fe por los medios de comunicación. Así que es natural que la gente está confundida al respecto. Yo sólo actuó de conformidad con los tratados internacionales sobre refugiados y derechos humanos. Esto fue ocultado por los medios de comunicación. Incluso mis decisiones relacionadas con el caso Battisti se basaron en las decisiones anteriores del Tribunal Supremo sobre el mismo tema. El Tribunal Supremo no había permitido la extradición de cuatro ex brigada de italianos que se habían refugiado en Brasil. No fue debidamente en cuenta en la publicación del caso Battisti, esas decisiones anteriores del Supremo. Me criticaron como si él tomó una decisión sin precedentes, y esto es un fraude informativo. Fue sin precedentes, de hecho, el cambio de la decisión del Supremo sobre el tema. Pero la Corte Suprema de Justicia, después de todo, una posición de principios que se remitirá al Presidente de la República para resolver el caso. Sería muy grave si que cambia. Y se llevó a cabo por cinco votos contra cuatro. Está en manos del presidente la decisión de Battisti. Y creo que podemos dar a conocer parte de la prensa, que también informó de nuestros puntos de vista. Había también algo nuevo: primero, cuando un ministro de justicia deja al gobierno, hubo una manifiesta de abogados que apunta la gestión como un modelo exemplar. Eso nunca había ocurrido. Así que me siento feliz por eso.

Q - Por último, la apuesta de la  social democracia para la reforma contra la revolución y tomar conciencia de que lo compró a través de la reforma del capitalismo puede hilvanar los beneficios del mercado con la igualdad y el progreso social. Señor, que fue parte del gobierno de Lula, uno de los ministros más influyentes del gobierno, cree que estos ocho años fue una  gestión dentro de una visión de la social democracia? Y el PT es ahora un partido socialdemócrata?

R - El gobierno de Lula huyó las normas ya establecidas. Esto revolucionó la política y hasta el PT. Hoy tenemos un nuevo modelo de socialismo con la democracia ya está sirviendo de ejemplo para otros países.

3 comentários:

  1. Bela entrevista, Alexandre. Temos tudo para fazer o RS crescer. Como diz o jingle, o Rio Grande do Sul, do Brasil, do mundo - com Tarso.

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  2. Parabéns! Pena que na Espanha não dá para votar para governador... Rosangela, de Madri.

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  3. Grande entrevista, Parabens!!! Estaremos apoiando a candidatura Tarso Genro na proxima eleicao.

    Darwin - America do Norte

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