Esta semana é uma edição especial de uma entrevista realizada no ano passado. Precisamente dia 22 de julho. De fato, é inusual no mundo do jornalismo repetir a mesma matéria ou entrevista. No entanto, há dois motivos que Blog Alex Cruz reproduz a entrevista da consultora organizacional e psicológa Ivana Werner, sócia-diretora do GAPEM. Primeira pela repercussão da entrevista que provocou uma grande reflexão sobre o processo de lideranças, ou melhor, o perfil de lideranças que as empresas necessitam dentro de um ponto de vista comparando com o mundo do futebol onde os treinadores com diversos estilos exercem papel de líderes. E o outro motivo, GAPEM completou neste domingo, dia 12 de junho, 24 anos onde a consultoria GAPEM é uma matéria obrigatória para o mundo empresarial onde este laboratório de idéias gera o valor mais caro de uma empresa: o ser humano!! Felicidades e mais uma vez, boa leitura para os nossos leitores!!
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| Dia 12 de outubro, GAPEM completou 24 anos e na foto Ivana Werner , sócio-diretora. |
P - Espanha ganhou mundial com Vicente Del Bosque com uma direçao serena, compartida, escutando a todos, sabendo explorar a característica de cada jogador. Afinal, empresas buscam também líderes tranquilos?
R – Sim, as empresas estão buscando profissionais e principalmente lideranças com equilíbrio psicológico, serenidade e maturidade. Aos líderes é atribuido o papel de educador e para exercê-lo é necessário tranquilidade, tolerância, percepção aguçada para reconhecer as características de cada liderado. Busca-se líderes que saibam reforçar e enaltecer as virtudes individuais e da equipe, oportunizando feedback, desenvolvento competências na busca de resultados edificantes.
P - Ivana Werner, estilo de chefia horizontal, ou seja, de igual para igual com os jogadores/funcionários é uma fórmula universal ou cada situação exige um tipo de liderança diferente?
R – Hoje fala-se muito do estilo de liderança situacional, onde o líder deve analisar o cenário e agir conforme a necessidade, o momento da empresa e das equipes. O estilo horizontal é utilizado para oportunizar a participação e em grupos maduros, onde existe respeito, comprometimento e senso de equipe. Em outros casos, o líder deve assumir o papel de treinador/educador, mantendo um grau de hierarquia “superior”. Por vezes, pode assumir um papel mais diretivo, colocando limites e sendo pontual frente a falhas ou problemas comportamentais.
P - Em situações que nao existe coesao, falta de maturidade, funciona uma liderança tipo Felipao, Celso Roth, tipo intervencionista, carismática e uma política de mao dura?
R – Nestas situações, primeiramente o líder deve utilizar técnicas de aproximação, feedback, ele deve implantar uma cultura de confiança. O estilo carismático ajuda nesta etapa e tem que ser dado um tempo para a equipe repensar valores e absorver as mudanças. Se a equipe reagir negativamente, ou se houver muitas resistências ele deve usar o estilo intervencionista. A política de “mão dura” só deve ser usada em casos extremos.
P - Times ou empresas que estão em crise, personalidades como Mourinho, Felipão que chegam nos clubes, transformam e até três anos se vão, significa que é uma intuição de que uma liderança carismática não sustenta por tanto tempo?
R – As lideranças com este perfil carismático, gostam do desafio, do risco. Quando conseguem amenizar os conflitos, crises e as equipes começam a dar resultados, eles sentem o dever cumprido e buscam novos desafios. O prazer está no conseguir, na superação das dificuldades, no reconhecimento pelo feito..
P - Uma das provas mais difíceis para um directivo ou treinador é ter acesso ao cargo quando as coisas marcham bem em decorrência que resulta mais difícil realizar mudanças. Que se deve fazer em esta situação?
R – Quando um líder assume uma empresa ou time onde o cenário é positivo e as coisas vão bem, o importante é ele manter este status quo, mas não pode esquecer de inovar, implantar novos desafios. O líder deve articular e despertar o entusiasmo, a visão compartilhada na busca de mais resultados.
P - Ivana, que perfil de liderança buscam as empresas brasileiras e as multinacionais?
R – Como já citei nas respostas anteriores, as empresas buscam líderes qualificados, equilibrados, situacionais, estratégicos e empreendedores. Líderes que tenham habilidade para treinar, desenvolver potenciais, manter as equipes focadas, motivadas, energizadas. Profissionais inovadores, com visão ampla, que saibam administrar conflitos e tenham flexibilidade e atitude. O líder deve ter credibilidade.
http://www.gapemconsultoria.com.br

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