quarta-feira, 29 de junho de 2011

Significado da eleição de José Graziano na FAO

    A eleição de José Graziano, além de ser  uma boa notícia, principalmente para as sociedades que estão passando fome, demonstra a importância que o Brasil vem adquirindo no cenário internacional. Felizmente, os fatos e as boas gestões políticas e econômicas, estão desmentindo a frase do cineasta Walter Sales que afirmava que "os brasileiros nasciam com a idéia de viver em um país do futuro e cresciam com a nostalgia de um futuro que nunca chegava". Em termos políticos, a vitória de Graziano diante do diplomata espanhol Moratinos significa que nosso país jogou com habilidade as cartas comerciais e geopolíticas e que soube entender o grande papel de potência emergente, precisamente como produtor agrícola e exportador de biocombustível. Como se não bastasse, prova mais uma vez que a revista Times acertou em ter escolhido no ano passado, Lula como uns dos homens mais influentes do mundo, onde o ex-presidente jogou o seu prestígio internacional a favor de Graziano. 
     Alguns jornais da Europa afirmam que quem venceu foi o continuísmo, talvez porque novamente foi escolhido um europeu para o cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, todos os candidatos da FAO, como o próprio ex-ministro de Relações Exteriores da Espanha reconhece, possuíam importantes currículuns, só que priorizou-se um candidato que está vinculado ao mundo agrícola. Não só isto, José Graziano possui um sólido curriculum, por ter sido responsável pela implementação do Programa Fome Zero quando era Ministro Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome do governo Lula.
   Desde a sua fundação em 1945,  a FAO tem priorizado o apoio ao desenvolvimento das zonas rurais, onde 70% da população mundial é pobre e passa fome. Em seu universo particular, o Brasil tem conseguido avanços notáveis para combater a pobreza e tem realizado transformações sociais através de políticas públicas fomentadas pelo governo e pela sociedade civil, com o objetivo de reduzir a desigualdade e produzir uma coesão social. Devido a uma experiência bem sucedida, os brasileiros, já há algum tempo estão inseridos no cenário internacional da cooperação. Merece destaque, a parceria Brasil/Espanha, onde o Brasil doa seus alimentos excedentes e a Espanha emprega sua logística e transporte para que cheguem nos países onde os povos mais necessitam, como África e América Central. Passado a guerra do voto, da batalha Norte-Sul, agora é hora de unirmos esforços para ajudar José Graziano, primeiro latino a dirigir uma entidade deste porte, a alcançar mais um êxito que é senão erradicar a fome, mas reduzí-la consideravelmente. A experiência brasileira por si só fala alto, com tom forte e alberga a esperança de um mundo melhor!!!  

Um comentário:

  1. Eu estou me questionando qual seria o impacto negativo do agronegócio movido a agrotoxicos (monsanto, glifosato aka roundup etc), que tanta força tem no brasil, se espalhando pelo mundo nas maos de graziano no comando da FAO...

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