Não é nenhuma novidade que Nicolas Sarkozy tenha decidido
apresentar a reeleição francesa. Tampouco será surpresa a eventualidade da
derrota. Cinco anos atrás emitir uma opinião sobre a derrota eleitoral de
Sarkozy era no mínimo estravagante. Faz uns cinco meses atrás o líder da oposição e candidato a
presidencia francesa, François Hollande ficou surpreendido pelo
calor das sondagens que lhe são favoráveis.
Nesta eleição
francesa, o eleitorado não demonstra um entusiasmo particular a alternativa do
candidato socialista Hollande e sim o índice de repulsa que suscita
Sarkozy. O motivo do discurso do presidente ter enveredado mais para a direita é porque deseja atrair os votos do populismo e
xenófobo de Marine Le Pen. Tanto que Sarkozy foca um debate de identidade e o orgulho
patriótico. Ele culpa a crise os imigrantes.
Diante desta linha de estratégia, o atual presidente expõe perder o
centro da gravidade. De tal forma que até ontem ele gravitava dentro de centro político. Hoje
adota uma linha tática ultra conservadora usando os intintos do medo, do perigo
e da redenção. O objetivo é assustar o país e submeter-se que ele é o salvador
para recuperar a França diante de uma crise sem precedente na Europa. Se bem que ele pretende colocar
Hollande como uma força perturbadora da ordem e Sarkozy o timoneiro do país
galo. De modo que todos sabem, até as pedras, que o título de almirante
corresponde a Angela Merkel.
A medida que aproxima a eleição, Sarko é o candidato ideal para Alemanha,
mas não votam os alemães. Corresponde aos franceses decidir que Sarkozy é um
presidente falido!!!
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