sexta-feira, 18 de maio de 2012

Valores como confiança para alcançar uma sociedade melhor


       Dentro de uma premissa da reflexão surge uma pregunta: tu, leitor, pode confiar na maioria da gente?? Mesmo que a resposta seja difícil, vejo que o segredo do motivo de algumas Nações terem progressado económicamente, socialmente e culturalmente mais que as outras. Há estudos que demonstram uma forte correlação entre a honestidade e o desenvolvimento económico. Não só fator confiança como também o fator da consciência cívica. Quais seriam os fatores da consciência cívica? Receber um auxílio social do Governo sem merecer, furar a fila, sonegar os impostos, e apropriar-se de uma carteira perdida. 
      Aprofundamos um pouco mais. Além destes dois fatores há forte correlação com o nível de crescimento entre os países. Por detrás de cada transação económica está interligado a confiança. Venda a crédito esperando receber, compras esperando que não dêem gato por lebre, pagar um salário que o trabalhador faça as tarefas próprias do trabalho.
   A confiança também reside que cada decisão no campo da poupança e investimentos deve existir a fé que o dinheiro vai permanecer no banco quando tu necessites; que o governo não mudará a regra do jogo jurídico para investimentos que se possa prever um determinado benefício e que não tenhas que pagar um suborno para obter uma autorização administrativa.
   Uma das chaves de algumas Nações possuírem um desenvolvimento social e económico são os valores pátrios, entendidos como os principios da maioria dos cidadão e nas regras do jogo, formais e informais, que são outorgados para conviver. Há uma convicção que Brasil jamais estará na liderança do desenvolvimento económico e social, enquanto não possas deixar uma moeda, de uma forma voluntária, para apanhar o jornal na rua (Suíça), esquecer o notebook num banco de um parque e no dia seguinte, com tranquilidade tu encontrarás o pc (Japão), ou, mesmo, pagar tu, mesmo, sem caixa, nem vigilante, uma compra no supermercado (Grã Bretanha).
  A confiança torna mais fácil os negócios, favorece o investimento, e consequentemente incrementa o nível de todos. A colaboração e o altruismo são a base do extraordinário desenvolvimento alcançado pelo ser humano. O amor dos país nos permite sobreviver durante a nossa fase infantil, a colaboração permitiu caçar peças grandes para proteger dos inimigos, a ajuda ao enfermo, ao fraco, a terceira idade era a base da coesão social da tribo. As necessidades básicas e do desenvolvimento das pessoas estão cobertas pelos mais próximos porque sempre existiu o pacto não escrito de que todos, digo todos, contribuem para o bem comum.
    Nos países, o progresso coletivo é a grande palanca para o progresso individual. No entanto, o Estado chega a ficar insustentável se não existe o contrapeso da honestidade, tanto dos seus dirigentes como do povo. Se, aspiramos, um Estado forte e eficaz necesitamos de adotar mecanismos que dêem garantías que não se produza um abuso do Estado, nem por parte do povo e tampouco dos seus líderes.
    Se, desejamos um Estado justo temos que mudar os nossos valores coletivos e colocar a honestidade e a justiça como pilar básico da Nação.

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