Dentro de uma premissa
da reflexão surge uma pregunta: tu, leitor, pode confiar na maioria da gente??
Mesmo que a resposta seja difícil, vejo que o segredo do motivo de algumas Nações
terem progressado económicamente, socialmente e culturalmente mais que as
outras. Há estudos que demonstram uma forte correlação entre a honestidade e o
desenvolvimento económico. Não só fator confiança como também o fator da consciência
cívica. Quais seriam os fatores da consciência cívica? Receber um auxílio
social do Governo sem merecer, furar a fila, sonegar os impostos, e
apropriar-se de uma carteira perdida.
Aprofundamos um pouco
mais. Além destes dois fatores há forte correlação com o nível de crescimento
entre os países. Por detrás de cada transação económica está interligado a
confiança. Venda a crédito esperando receber, compras esperando que não dêem
gato por lebre, pagar um salário que o trabalhador faça as tarefas próprias do
trabalho.
A confiança também
reside que cada decisão no campo da poupança e investimentos deve existir a fé
que o dinheiro vai permanecer no banco quando tu necessites; que o governo não
mudará a regra do jogo jurídico para investimentos que se possa prever um
determinado benefício e que não tenhas que pagar um suborno para obter uma
autorização administrativa.
Uma das chaves de algumas
Nações possuírem um desenvolvimento social e económico são os valores pátrios,
entendidos como os principios da maioria dos cidadão e nas regras do jogo,
formais e informais, que são outorgados para conviver. Há uma convicção que
Brasil jamais estará na liderança do desenvolvimento económico e
social, enquanto não possas deixar uma moeda, de uma forma voluntária, para
apanhar o jornal na rua (Suíça), esquecer o notebook num banco de um parque e
no dia seguinte, com tranquilidade tu encontrarás o pc (Japão), ou, mesmo,
pagar tu, mesmo, sem caixa, nem vigilante, uma compra no supermercado (Grã
Bretanha).
A confiança torna mais
fácil os negócios, favorece o investimento, e consequentemente incrementa o
nível de todos. A colaboração e o altruismo são a base do extraordinário
desenvolvimento alcançado pelo ser humano. O amor dos país nos permite
sobreviver durante a nossa fase infantil, a colaboração permitiu caçar peças
grandes para proteger dos inimigos, a ajuda ao enfermo, ao fraco, a terceira
idade era a base da coesão social da tribo. As necessidades básicas e
do desenvolvimento das pessoas estão cobertas pelos mais próximos porque sempre
existiu o pacto não escrito de que todos, digo todos, contribuem para o bem
comum.
Nos países, o progresso
coletivo é a grande palanca para o progresso individual. No entanto, o Estado
chega a ficar insustentável se não existe o contrapeso da honestidade, tanto
dos seus dirigentes como do povo. Se, aspiramos, um Estado forte e eficaz necesitamos
de adotar mecanismos que dêem garantías que não se produza um abuso do Estado,
nem por parte do povo e tampouco dos seus líderes.
Se, desejamos um Estado
justo temos que mudar os nossos valores coletivos e colocar a honestidade e a
justiça como pilar básico da Nação.
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