sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Administrar Pessoas: É uma arte e um grande desafio

      Uma chamada de atenção e ao mesmo tempo uma preocupação dos valores que estão perdidos, escondidos, sem referências. Neste artigo da psicológa Ivana Werner alberga uma esperança que a natureza humana é dinâmica com esta característica de reaprender os valores que foram perdidos em algum lugar e hoje a consultura do GAPEM cunha uma frase que ilustra muito bem a conjuntura que estamos vivendo: "Pela primeira vez na história da humanidade, a selva é mais segura que a civilização". Uma frase dura que revela do jeito que está é praticamente difícil a convivência seja através dos insultos que é uma degradação total do trato social onde hoje em dia é aceito como algo comum na sociedade por entender que são pessoas diretas, francas, mas no passado a visão era bem distinta, uma classe de cidadãos que tinham dificuldade em pensar, em elaborar um argumento. Uma frase dura que revela a inversão de valores onde o corpo vale mais que o curriculum, programas reality show que despreza o talento e fomenta valores que não condizem com uma sociedade que aspira algo mais no cenário internacional. Desejo aos leitores, uma boa leitura!!!



Consultora organizacional Ivana Werner aborda valores perdidos.
   “Eu não administro empresas, eu administro pessoas”. Esta citação de Jack Welch está cada vez mais presente na realidade contemporânea. Sim, administramos pessoas a todo o momento, em todas as organizações, instituições e esta tarefa está cada vez mais difícil.

   Percebemos que houve uma perda significativa de valores, ética e comprometimento. Isto ocorreu, pois todas as instituições perderam a sua força e credibilidade. Elas mudaram seu estilo em combate ao autoritarismo, rigidez e regras que “limitavam o potencial humano”. Buscaram, então, uma forma de administrar e de educar com maior flexibilidade, liberdade, com menos disciplina e limites.
    Os pais, professores, líderes estão perdidos e confusos, pois a educação e a liderança foram de um extremo ao outro, sem a busca do equilíbrio. A flexibilidade deu lugar à permissividade, a liberdade à falta de responsabilidade, a busca por inovação à passividade.
    A humanidade passou a propagar os princípios do desengajamento e a arte da fuga. A idéia de comunidade, solidariedade, de pertencimento não combina com o espírito “livre, leve e solto” e qualquer laço de entrelaçamento social é visto como retrógrado e paralisante.
   A sociedade passou a ser vista como uma sociedade de consumo. Ocorreu a explosão do ter. O mundo se apresenta fragmentado e o presente é marcado pela posse, por relações sem profundidade e pela ausência de vínculos afetivos. O ser humano está em continuo movimento sem nunca chegar e acaba se consumindo nessa história.     Os valores estão confusos, as hierarquias são desrespeitadas, falta interiorização, julgamento, análise, bom senso.

   Na busca do “tudo pode” as instituições se desestruturam. A violência doméstica e social está cada vez mais acirrada e os escândalos políticos, religiosos estão presentes diariamente nos meios de comunicação. Vivemos uma grande insegurança, somos “violentados” e desrespeitados frequentemente e as pessoas colhem o vazio dos dias.
    Nas empresas vemos um descomprometimento, um desamor ao trabalho. As pessoas têm dificuldade de se situar num ambiente de autonomia e protagonismo, no qual não há respostas prontas. Presenciamos a falta de qualificação e ambição, claro que não podemos generalizar, ainda há aqueles que buscam se qualificar, tem objetivos e metas. Esses, entretanto, cada vez aparecem em número menos expressivo. A maioria carece do desejo de querer algo mais, não possui autocrítica, responsabilidade e educação.
    O papel das lideranças é crucial, pois hoje administramos basicamente problemas comportamentais, falta de postura e de ética. Cabe a nós educadores e líderes desenvolver estas pessoas, mostrando os caminhos, ensinando valores, corrigindo posturas inadequadas, colocando limites e responsabilidades. Devemos ensinar as pessoas a pensar!
      O que nos dá um alento diante deste cenário é que a existência humana está permanentemente em processo de reaprendizagem, reeducação emocional e os educadores e líderes já estão buscando novas formas de administrar e de educar as pessoas. As instituições também devem buscar novos referencias e a retomada dos valores essenciais é fundamental e imprescindível.

Ivana Werner – GAPEM – Gabinete de Psicologia Empresarial
Consulte nosso site: www.gapemconsultoria.com.br

2 comentários:

  1. Parabéns Alex, pelo excelente artigo. Resgatar valores realmente importantes é uma forma de ter uma sociedade mais íntegra no futuro, com mais respeito, liberdade e responsabilidade social.

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  2. Muito pertinente. Muito bem escrito, parabéns.

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