Uma chamada de atenção e ao mesmo tempo uma preocupação dos valores que estão perdidos, escondidos, sem referências. Neste artigo da psicológa Ivana Werner alberga uma esperança que a natureza humana é dinâmica com esta característica de reaprender os valores que foram perdidos em algum lugar e hoje a consultura do GAPEM cunha uma frase que ilustra muito bem a conjuntura que estamos vivendo: "Pela primeira vez na história da humanidade, a selva é mais segura que a civilização". Uma frase dura que revela do jeito que está é praticamente difícil a convivência seja através dos insultos que é uma degradação total do trato social onde hoje em dia é aceito como algo comum na sociedade por entender que são pessoas diretas, francas, mas no passado a visão era bem distinta, uma classe de cidadãos que tinham dificuldade em pensar, em elaborar um argumento. Uma frase dura que revela a inversão de valores onde o corpo vale mais que o curriculum, programas reality show que despreza o talento e fomenta valores que não condizem com uma sociedade que aspira algo mais no cenário internacional. Desejo aos leitores, uma boa leitura!!!
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| Consultora organizacional Ivana Werner aborda valores perdidos. |
“Eu não administro empresas, eu administro pessoas”. Esta citação de Jack Welch está cada vez mais presente na realidade contemporânea. Sim, administramos pessoas a todo o momento, em todas as organizações, instituições e esta tarefa está cada vez mais difícil.
Percebemos que houve uma perda significativa de valores, ética e comprometimento. Isto ocorreu, pois todas as instituições perderam a sua força e credibilidade. Elas mudaram seu estilo em combate ao autoritarismo, rigidez e regras que “limitavam o potencial humano”. Buscaram, então, uma forma de administrar e de educar com maior flexibilidade, liberdade, com menos disciplina e limites.
Os pais, professores, líderes estão perdidos e confusos, pois a educação e a liderança foram de um extremo ao outro, sem a busca do equilíbrio. A flexibilidade deu lugar à permissividade, a liberdade à falta de responsabilidade, a busca por inovação à passividade.
A humanidade passou a propagar os princípios do desengajamento e a arte da fuga. A idéia de comunidade, solidariedade, de pertencimento não combina com o espírito “livre, leve e solto” e qualquer laço de entrelaçamento social é visto como retrógrado e paralisante.
A sociedade passou a ser vista como uma sociedade de consumo. Ocorreu a explosão do ter. O mundo se apresenta fragmentado e o presente é marcado pela posse, por relações sem profundidade e pela ausência de vínculos afetivos. O ser humano está em continuo movimento sem nunca chegar e acaba se consumindo nessa história. Os valores estão confusos, as hierarquias são desrespeitadas, falta interiorização, julgamento, análise, bom senso.
Percebemos que houve uma perda significativa de valores, ética e comprometimento. Isto ocorreu, pois todas as instituições perderam a sua força e credibilidade. Elas mudaram seu estilo em combate ao autoritarismo, rigidez e regras que “limitavam o potencial humano”. Buscaram, então, uma forma de administrar e de educar com maior flexibilidade, liberdade, com menos disciplina e limites.
Os pais, professores, líderes estão perdidos e confusos, pois a educação e a liderança foram de um extremo ao outro, sem a busca do equilíbrio. A flexibilidade deu lugar à permissividade, a liberdade à falta de responsabilidade, a busca por inovação à passividade.
A humanidade passou a propagar os princípios do desengajamento e a arte da fuga. A idéia de comunidade, solidariedade, de pertencimento não combina com o espírito “livre, leve e solto” e qualquer laço de entrelaçamento social é visto como retrógrado e paralisante.
A sociedade passou a ser vista como uma sociedade de consumo. Ocorreu a explosão do ter. O mundo se apresenta fragmentado e o presente é marcado pela posse, por relações sem profundidade e pela ausência de vínculos afetivos. O ser humano está em continuo movimento sem nunca chegar e acaba se consumindo nessa história. Os valores estão confusos, as hierarquias são desrespeitadas, falta interiorização, julgamento, análise, bom senso.
Na busca do “tudo pode” as instituições se desestruturam. A violência doméstica e social está cada vez mais acirrada e os escândalos políticos, religiosos estão presentes diariamente nos meios de comunicação. Vivemos uma grande insegurança, somos “violentados” e desrespeitados frequentemente e as pessoas colhem o vazio dos dias.
Nas empresas vemos um descomprometimento, um desamor ao trabalho. As pessoas têm dificuldade de se situar num ambiente de autonomia e protagonismo, no qual não há respostas prontas. Presenciamos a falta de qualificação e ambição, claro que não podemos generalizar, ainda há aqueles que buscam se qualificar, tem objetivos e metas. Esses, entretanto, cada vez aparecem em número menos expressivo. A maioria carece do desejo de querer algo mais, não possui autocrítica, responsabilidade e educação.
O papel das lideranças é crucial, pois hoje administramos basicamente problemas comportamentais, falta de postura e de ética. Cabe a nós educadores e líderes desenvolver estas pessoas, mostrando os caminhos, ensinando valores, corrigindo posturas inadequadas, colocando limites e responsabilidades. Devemos ensinar as pessoas a pensar!
O que nos dá um alento diante deste cenário é que a existência humana está permanentemente em processo de reaprendizagem, reeducação emocional e os educadores e líderes já estão buscando novas formas de administrar e de educar as pessoas. As instituições também devem buscar novos referencias e a retomada dos valores essenciais é fundamental e imprescindível.
Ivana Werner – GAPEM – Gabinete de Psicologia Empresarial
Consulte nosso site: www.gapemconsultoria.com.br

Parabéns Alex, pelo excelente artigo. Resgatar valores realmente importantes é uma forma de ter uma sociedade mais íntegra no futuro, com mais respeito, liberdade e responsabilidade social.
ResponderExcluirMuito pertinente. Muito bem escrito, parabéns.
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