Não é nenhuma acusação ou ataque, mas dentro do jogo das impressões e sabendo que as impressões, às vezes convertem em realidade, há dois fatos que nos deixam preocupados e ao mesmo tempo tristes: a calamidade que o Rio de Janeiro está sofrendo com 615 mortes e a falta de análise que está passando o cenário internacional, especificamente China, que poderá afetar o Brasil. O que há em comum entre estes dois assuntos: falta de planejamento para prevenir este tipo de problema.
O governo encaminhou um documento meses atrás para a ONU afirmando que não está preparado para enfrentar calamidades públicas. A própria Defesa Civil não está apta para atividades de prevenção e preparação ao desastre, tampouco há uma planificação. O Estado neste documento reconhece que seria uma considerável economia, em vez de gastar na reconstrução, optasse por uma política de prevenção. Lamentável que o Estado brasileiro não tenha tomado as tais medidas!
O governo encaminhou um documento meses atrás para a ONU afirmando que não está preparado para enfrentar calamidades públicas. A própria Defesa Civil não está apta para atividades de prevenção e preparação ao desastre, tampouco há uma planificação. O Estado neste documento reconhece que seria uma considerável economia, em vez de gastar na reconstrução, optasse por uma política de prevenção. Lamentável que o Estado brasileiro não tenha tomado as tais medidas!
Dentro da conjuntura internacional, a China cada vez mais intensifica a sua influência no mundo. Recentemente, o Estado chinês comprou bônus da dívida da Espanha. De um lado, é bom para poder estabilizar a economia, por outro, há um grande perigo que ronda ao fazer este movimento, que possa pedir a contrapartida para obter status especial na OMC. Se, porventura, alcance este objetivo, países como o Brasil não poderia reclamar de alguma postura desleal da China, como por exemplo, dumping. O surpreendente é que este debate não está sendo realizado no Brasil e, economistas reconhecidos pela sociedade, tampouco sabem opinar sobre este tipo de movimento do governo da China.
É impressionante um país que pode chegar em 2014 como um dos cinco maiores países desenvolvidos no mundo, chegue a uma alienação dessas. O que sucedeu no Rio de Janeiro poderá ocorrer no cenário internacional. Há que se adotar outra atitude. E a imprensa tem uma parcela de culpa por não fomentar temas de interesse nacional. O maior erro não é abordar temas como corrupção e sim de fato ficar só no mesmo assunto e não promover grandes debates nacionais, que servem também para fiscalizar e contribuir para a sociedade e pro Estado
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