terça-feira, 1 de março de 2011

Nome dela é Larissa e esta é a sua história

   De volta ao passado: Paris, 14 de junho de 1940, tropas nazis entram na capital francesa sem encontrar nenhuma resistência. Estado francês abandona os seus cidadãos e em questão de um tempo curto, milhares e milhares de franceses são prisioneiros. Regresando ao presente: Madrid, 23 de janeiro de 2011, aeroporto de Barajas. Nome dela é Larissa. Nacionalidade: brasileira. Entra no solo espanhol com uma roupa nova para rever e viver com seus pais. A vó se despediu dela no aeroporto de São Paulo e a polícia ficou com ela em Madrid por 12 horas. Detida. Idade dela: apenas 10 anos e trataram como se fosse um adulto. Disseram a ela que não tinha documentos e que só levava 90 centavos. A polícia ficou com o passaporte, tirou a licença de viagem com o carimbo do consulado do Brasil, assinou um documento pedindo um advogado do Estado e um intérprete assinou a negativa de entrada na Espanha e sua expulsão. Repito, 10 anos. Enquanto isto, os pais esperam ansiosamente no saguão do aeroporto, sem saber o que está sucedendo, para abraçar a filha que há muito tempo não viam. A as autoridades falsamente afirmam para Larissa que não há ninguém esperando no outro lado que responda por ela. Como se não bastasse o fiscal encaminha a pequena para um centro de menores em vez de ficar com os pais. Os mesmos foram pela manhã a receber Larissa depois de quatro anos sem vê-la e só conseguiram depois de 14 horas tensas e de incertezas. Para finalizar a descrição da história, um carro espera pela menina, depois de horas e horas, se mordiam as unhas os pais, a advogada e o sacerdote inquietos, nervosos. Em seguida entra o carro da polícia, o pai da menina se aproxima e no banco detrás está a menina, um policial baixa do carro e impede que se acerque e ao mesmo tempo dá ordens ao guarda do centro de menores. Larissa vê o seu pai e dá socos no vidro, mas inútil, o carro que conduz ela vai em direção ao centro de menores. Horas mais tarde, advogada resolve o assunto e Larissa abraça os seus pais depois de quatro anos e 14 horas. O blog Alex Cruz não precisa comentar muito, a narrativa fala por si só, mas, talvez o leitor pergunte porque a comparação com o Estado francês. Por simples motivo: em comum entre o passado e o presente a covardia em abandonar os seus cidadãos e neste caso  do Estado brasileiro que não se sabe que fez diante de tudo isto que sucedeu.que foi uma verdadeira violação dos Direitos Humanos.

Um comentário:

  1. É revoltante isto!,tanto do governo espanhol, como brasileiro. Não avaliaram em momento algum em como estava esta menina, o que passava em sua cabecinha, onde a trataram como uma criminosa que estivesse invadindo o país.
    parabéns por evidenciar este fato tão lamentável! Helena

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