sábado, 28 de abril de 2012

Fórmula 1 e a transparëncia pública


        A transparência ajuda os mercados e o Estado a funcionar melhor, por exemplo, graças a informação macroeconómica que produzem e divulgam os governos, os investidores, os produtores, e consumidores podem tomar decisões com mais eficácia.  Ademais a transparência dos dados públicos permite uma melhor coordenação entre os membros do Governo, sobre tudo no orçamento e favorece o desenho e a avaliação das políticas para melhorar a qualidade, melhorando a colaboração horizontal e inter-governamental
     A transparência contribui em reduzir a corrupção e melhora o rendimento do serviço púlbico. Com um eleitorado bem informado as eleições ganham valor, ou seja, é um elemento importante de participação cidadã e qualidade democrática. As sociedades  com uma cultura democrática  é importante para o cidadão conhecer as ações dos seus representantes; conhecer o dinheiro que se gasta dos impostos;  conhecer os gastos hospitalares; ou que colégios públicos funcionam melhor ou pior.  De fato, na democracia representativa  a transparência é uma informação pública  que os governantes rendem contas aos governados. 
      Diante disso, é importante conhecer melhor o custo do dinheiro público na corrida da Formula Um , em Interlagos, em São Paulo.  Quanto o Estado paga ao magnata Bernie Eclestone? O Estado participa da montagem do circuito? Quanto leva ou quanto paga na organização da corrida? Quais são as empresas que participam? Quem fica responsável pela arquibancada?  E do lugar onde colocam grandes anúncios? Quem organiza? Quem negocia? Quanto vai para o Estado?  Há um contrato assinado com Bernie Eclestone que São Paulo tenha a exclusividade da Formula 1?
     Todo este questionamento que  apresenta que sem uma transparência  não é possível exigir responsabilidades políticas e inclusive jurídicas aos políticos, aos gestores públicos, por uma simples razão que a cidadania não tem informação suficiente para formar uma opinião e também reclamar se existe algo errado, tampouco os políticos  não tem incentivos para render contas mais além das suas próprias consciências.  Já sabemos o que ocorre quando deixamos no dominio de pessoas  e não do desenho das instituições este tipo de decisões.  O papel da Federação, de James Madison, dizia que se os homens fossem anjos não seria necessário  nem controles internos e nem o controle externo sob o governo. Por isto render contas junto com o sistema de contra-pesos e a existencia dos meios de comunicação  auténticamente independentes são pilares fundamentais de uma democracia representativa digna deste nome.  

2 comentários:

  1. Muito bom ortigo, Alexandre. Continue inspirado no bem comum na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Abraços

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  2. Valeu Sheneider. Bom rever vc. abraços!!

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